HARMONIZAÇÃO * FONDUE DE QUEIJOS COM VINHOS NESTE INVERNO

Uma proposta de harmonização de vinhos para a fondue de queijos nesse inverno por Marcio Morena – Enófilo

 

O inverno já chegou! E com essa estação tão charmosa ganha protagonismo a famosa “fondue”, e volta à tona a dúvida quanto à melhor harmonização… Então vamos oferecer uma sugestão diferente aos nossos leitores para acompanhar a sua “fondue” de queijos!

Mas antes, vale explicar um pouquinho sobre a origem desse prato. “Fondue” é uma palavra francesa que significa fundido ou derretido. O prato foi criado na Suíça, em meio à Segunda Guerra Mundial, para aquecer e alimentar as pessoas durante o inverno rigoroso.

Os camponeses que moravam nas regiões montanhosas e não tinham como buscar mantimentos nas cidades, acabaram aproveitando os restos de queijo (já que eram geralmente produtores de leite), e criaram um prato prático, saboroso, e nutritivo para suportar o frio.

A mistura ficava no fogo até derreter, e os camponeses mergulhavam então pedaços de pão no creme, enquanto borbulhava.

A iguaria só ganhou fama na década de 50, quando o chefe Conrad Egli, do restaurante Chalet Suisse, em Nova York, passou a servir o prato. Apesar de ter surgido de forma rústica, a fondue se tornou uma comida elegante, porque seus ingredientes possuem um preço um pouco elevado, especialmente fora da Europa, como é o caso dos queijos gouda, gorgonzola, emental e gruyère.

E assim nasceu esse prato que, apesar da origem simples, acabou tornando-se uma tradição no inverno e ganhou todo um charme (e por que não romantismo) aqui no Brasil!

A harmonização da fondue tradicional de queijos (com pedaços de pão, e não com as carnes) costuma gerar certa dúvida na hora da escolha do vinho adequado… e a maioria acaba escolhendo um tinto! Hoje vamos propor algo diferente… um branco da varietal Gewürztraminer.

 

 

Apostamos num francês, da região vitivinícola da Alsácia, porque acompanha com tranquilidade queijos mais fortes. De coloração amarelo intenso com reflexos dourados, no nariz revelou-se a tipicidade desta cepa através de uma rica composição aromática frutada, floral e especiada, que caracteriza a Gewurz.

Entre as frutas destacaram-se a lichia, damasco e maracujá. A flor predominante foi a rosa branca e entre os aromas de especiarias notam-se pimenta, cravo e noz moscada.

Um intenso aroma de mel predomina e agrega muito à complexidade desse “bouquet”. Em boca uma ótima acidez, estrutura, equilíbrio, untuosidade e potencia. No retrolfato confirma-se a riqueza aromática descrita.

 

 

 

Ótimo vinho que harmonizou perfeitamente com a força dos queijos, graças a sua untuosidade, acidez e complexidade aromática.

Experimentem essa harmonização e tenho certeza que não irão se arrepender!

 

Um beijo e um brinde!

Marcio Morena / Enófilo

 

Sobre Luis Guilherme

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Luis Guilherme Zenga, Jornalista, 20 anos com passagens por diversas editorias desde Área Têxtil, Moda, Beleza, Cidades, Entretenimento e há 10 anos apaixonado pela editoria de Gastronomia e Turismo. Criei o Conceito de Luxo Magazine, por ter a cobrança de meu leitor em dar a minha opinião pessoal sobre as matérias que escrevo nos veículos que atuo.

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